A fosforilação oxidativa é tipo a final da festa da célula.

Depois de todo o quebra-quebra da glicólise e do ciclo de Krebs, chega a hora de fazer o dinheiro da célula: o ATP.

Imagina que dentro da mitocôndria tem uma represa cheia de prótons (H+).

Esses prótons foram bombeados para lá com a energia liberada nas etapas anteriores.

A ATP sintase é tipo uma turbina nessa represa.

Quando os prótons passam por ela, giram a turbina e essa energia é usada para juntar ADP com fosfato, formando ATP.

Só que aí chega o agente desacoplador. Ele é como um espiãozinho que abre um buraco secreto na represa.

Com esse buraco, os prótons vazam sem passar pela turbina da ATP sintase.

A energia do gradiente de prótons é liberada como calor, em vez de ser usada para fazer ATP.

Resultado: menos ATP é produzido, mesmo que a cadeia de transporte de elétrons continue bombeando prótons.